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quarta-feira, 25 de junho de 2008

E já se foi o primeiro semestre...

Parece que foi ontem que eu perdia noites de sono pensando em como seria o trote da faculdade. *Sim, sou dessas que não dorme por qualquer frescura.*

E, no entanto, o trote foi tãããão divertido. Tirando a parte da tinta no cabelo, claro.

Contudo, da mesma forma que começou, o semestre passou extremamente rápido.

As primeiras semanas, a calmaria. Depois, trabalhos e mais trabalhos. Seminários, resumos.

Faculdade é coisa de gente doida. E, como esta que vos escreve já não é normal, na faculdade ficou pior.

... a vez em que, numa das primeiras aulas de Fotografia, fomos literalmente caçar pessoas pelo campus para servirem de modelo enquanto fazíamos nosso trabalho;

... a vez em que fiquei presa no bueiro da faculdade;

... a sensação estranha de que o banheiro era comunitário na primeira vez em que pisou-se no recinto e ouviu vozes do sexo oposto dentro do banheiro;

... a vez em que quase revivi o Titanic no banheiro, por culpa de uma descarga exagerada;

... a vez em que a Dri disse que eu quebrei a pia do banheiro, só porque na noite seguinte a que eu a usei, ela desapareceu do local;

... o eterno preconceito com o sabonete branco;

... o período em que a Dri queria me jogar no laguinho da Facul só pra ter uma reportagem decente;

... o aniversário da Vivi, o meu e o da Ju;

... as fofocas maldosas – e, diga-se de passagem, foram muitas – sobre assuntos aleatórios;

... os desenhos na lousa da Facul, que sempre têm de ser trágicos;

... os bilhetinhos trocados durante as aulas; podemos fazer um livro já!

... momentos tensos antes das provas – mesmo que eu sempre vá dar uma voltinha para passar a tensão;

... os rôles de vassoura;

... o dia em que eu a a Dri nos perdemos enquanto procurávamos o corredor de PP;

... a máxima ‘Te convido para um duelo.’;

... as piadinhas fora de hora;

... as piadinhas na hora certa;

... a eterna sensação de que ficou, e ficou bonito ainda, de exame em História da Arte;

... o alívio quando a nota de História da Arte veio, depois de uma prova de Política;

... o choro, a risada, o choro, a risada;

... os passeios ao shopping;

... o Mc Donald’s e a comida Japonesa;

... a vez em que pulei corda com o cachecol cor-de-rosa da Dri;

... os eternos bolinhos xD;

... as filosofias;

... as batatinhas do tio do estacionamento antes de começas a aula;

... o tumultuo da lanchonete para se comprar uma sfiha;

... a coca-cola;

... a casquinha do Mc Donald’s;

... as conversas de Janela;

... o fato de que nos tornamos fumantes passivos devido ao nosso corredor ser o Fumódromo da faculdade – até porque, todo mundo vem fumar lá. Ninguém se contenta em fumar no seu próprio corredor. ‘Vamos para o corredor de Jo e RTv’. =P

... as dores de cabeça por causa de seminários;

... a idéia de criar uma linha de ônibus só para que eu não tenha que pegar o Praça da Sé e chegar ou extremamente cedo na Facul ou, quando ele resolve me passar a perna, atrasadíssima;

... o alívio repentino por perceber que já se foi um semestre; agora, férias;

... a tristeza por saber que toda essa gente já faz parte do cotidiano, e, por hora, isso está suspenso;

...

Porque, afinal, eu aposto corrida para ver quem chega primeiro no bebedouro que tem a água melhor, mas as pessoas definitivamente são estranhas.


por Gabi, que poderia passar o dia escrevendo
as aventuras do primeiro semestre de faculdade; mas se
contenta com essas, por enquanto.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Causos do Transporte Público - Parte I

Se, em algum momento, passou pela minha mente viajante que após algumas aulas da facul finalmente estaria em casa, sem grandes acontecimentos... Ledo engano (ou não)...

Eis que demoro uma década para pegar, finalmente, um ônibus naquele aglomerado de estudantes do ensino superior.

Desventuras à parte, chego então ao nosso querido 'Passa Raiva' para a segunda tortura da noite: ou é Terminal Varginha, Terminal Grajaú ou só Grajaú mesmo.

Minha falta de memória me impede de lembrar exatamente qual era o maldito do ônibus que eu peguei. Mas, que seja. Foi algum desses.

Finalmente, adentro o ônibus caçando um espaço para me acomodar sem correr perigo de, na primeira curva, fazer movimentos extremamente bruscos e ir parar do outro lado do ônibus.

Acho o bendito do lugar e começo a conversar animadamente com meu pai *que virou acompanhante de aventuras onibulísticas nos últimos tempos* sobre política. Conversa vai, conversa vem. Xingamos um poucos alguns por aí... Até que ela, surge...

Sim, surge. Porque aparecer somente não poderia estar nos seus planos. Era necessário que surgisse, com direito à trilha sonora de filme babaca: uma loira de natureza cosmética, com seu 1,80m de altura, passando longe do peso-pena, salto 15 e maquiagem extravagante *leia-se aqui sombra com glitter e baton vermelho sangue*. Ela então pára na minha frente.

Eu, com meu pequeno defeito de pensar o mal antes de sequer imaginar o bem, já começo a prestar atenção naquela figura, lembrando, vagamente, que era uma segunda-feira. *elas iam para o 'baile'*.

Um comentário, que eu poderia ter ficado sem...

'- Ah, tô com uma vontade de ouvir aquela música...
- Música? Que música? - indaga alguém que a acompanhava e, por acaso, estava berrando da mesma forma que nossa coadjuvante, só que do outro lado do ônibus.
- Aquela, Apartamento Abandonado.'

Silêncio. Parecia que a 'amiga' não sabia qual era esse sucesso. Então, surge o medo. Medo de que ela resolvesse colocar as cordas vocais para funcionar. Contudo, antes que eu pudesse completar esse pensamento, ela então começa:

'- Aquelaa... Tô com saudade de você no meu colchão...' - imagine isso no pior ritmo possível.

Silêncio. Olho para o meu pai, que retribui o olhar. Mordo minha bochecha na tentativa de não dar uma bela de uma risada.

Agora, se eu imaginava que este seria o acontecimento da noite, ai, ai...

Eis que as outras 'amigas' vêm se juntar àquela que se tornou a estrela da noite. E, bem, eram mais do que duas, que resolvem se aglomerar justamente na porta de saída do ônibus.

Sabe-se lá como foi que a conversa chegou ao estágio em que eu comecei a prestar atenção. A única coisa que sei é que me vejo ouvindo a seguinte história...


..*Continua*..

*Qualquer semelhança é mera conincidência.*




por Gabi, aquela que ultimamente deve carregar uma plaquinha com os dizeres
'pode falar que eu não me importo'...
e que só não continua a história pois tem memória fraca
e precisa consultar sua fonte.