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segunda-feira, 16 de junho de 2008

E o Carneiro vai ao Banho. No Frio.

No momento em que ouvi a voz da minha mãe ecoando pelo corredor, chegando ao quarto, percebi que deveria fingir que ainda estava perdida em sonhos.

Assim que me dei conta de que o já não poderia mais pular nas nuvens fofinhas, percebi que algo estava diferente: uma leve sensação de que estava frio – e esse frio transpassava meus cobertores.

Foi então que lembrei que teria de levar a cachorra para tomar banho. Olhei a hora no celular: 8h24. Ainda dava tempo de mais um cochilo.

Só que a mamis querida sabe que essa que vos escreve possui certas façanhas para não sair da cama, e já estava lá ela berrando para que eu não esquecesse o banho da cachorra.

Olho novamente a hora. 8h36. Se eu não saísse da cama nesse exato minuto, ia ter briga em casa.

E, para a minha extrema felicidade quando meus pés tocaram o piso do quarto, estava frio.

Me troquei e blábláblá. Fui saindo com a cachorra no meu encalço.

Contudo, assim que coloquei o pé na rua, dei graças a Deus por não ter mais que acordar 6hrs. Afinal, pobres dos que têm. RS.

E, como se já não fosse ruim o bastante levar a cachorra para tomar banho *nota explicativa: a minha cachorra não sabe andar na rua. Fica pulando de um lado pro outro que nem um carneiro serelepe*. Voltando, como se já não fosse ruim o bastante levar o carneiro saltitante para tomar banho, eis que, no meio do caminho, há um aglomerado de homens em meio a seu objetivo: arrumar o esgoto que vive escorrendo pela rua.

O problema não era exatamente um problema. Afinal, eles estavam ali, na esquina, arrumando o esgoto. O verdadeiro problema foi que, com o meu carneiro saltitante era realmente difícil passar por ali, pois eles estavam na esquina.

Mas, depois de uma manobra inusitada, eis que consigo levar o carneiro ao banho. E volto, sozinha, no frio.

Abençoado seja o frio.

Depois, ainda fui buscar o carneiro. Não há um leva-e-traz de carneiros. ¬¬

No frio.

Mas agora, o que realmente me espera, é o trabalho. Já estou me preparando aqui para virar um bolinho de tantas roupas que colocarei.

Porque, afinal, eu amo frio.

Mas odeio passar frio.


por Gabi, que hoje dá pulinhos de alegria por
não ter de aturar um calor desgraçado.